segunda-feira, 10 de novembro de 2014


O que querem os brasileiros afinal?


Lutam pela igualdade politica, mas discriminam homossexuais, dizem ser a favor de uma sociedade mais justa mas condenam a religião diferentes das deles, querem um país mais inteligente e esclarecido mas mantém preconceitos históricos vivos, inclusive com piadas, se perguntam porque falta tanta solidariedade mas não se misturam e se envolvem com problemas alheios, querem igualdade na distribuição de renda mas não aceitam propostas de programas assistenciais que reconfiguram classes sociais, anseiam mais trabalho e oportunidades mas não querem ler e estudar, cobram postura ética dos governantes mas não sabem conceituar o que é ética e moral. ..e ainda perpetuam o jeitinho brasileiro de se dar bem em quase tudo no tocante aos direitos, obrigações e deveres...de quem estou falando?

quinta-feira, 6 de novembro de 2014

Saiu do Armário


Demagogo, Frenologista Social, Eugenista Cultural... 

A educação universitária tem como base o fomento a pesquisa, a extensão a comunidade e o estimulo à reflexão da realidade. Em contra partida o embasamento teórico dos autores a serem adotados e as produções acadêmicas são pautadas sobre teorias construída por países dominantes...escolas européias e norte americanas de pensamento, então veja que a crítica a realidade em que os alunos se baseiam (desde a criação da educação universitária) vem de um modelo a partir de escolas greco-romanas, austro-húngaras, frankfurtianas, Anglo-saxônicas e Franco-prussianas, todas, formadas por etnias brancas e fomentadoras de guerras, saques e imperialismos. Esta é uma realidade já estruturada que atende perfeitamente à pessoas com anseios elitistas, que valorizam e legitimam a autoridade e o poder, a separação econômica de classes e a aquisição do saber como manobra de identificação e garantia de domínio de classes. Esse professor é um desses defensores da elitização e diferenciação das pessoas, formado em bases culturais elitista, conquistou seu diploma numa universidade federal que presta serviços indiscriminadamente e é mantida pelo governo justamente com arrecadações de impostos e taxas que muitos brasileiros de classe média-baixa e classe baixa pagam, por meio de um serviço gratuito que ele mesmo tem o desparate de dizer que está desestimulado, mas prefere continuar recebendo seu salário pago por diversas familias que ele insultou. 
Assim como ele, tem vários professores e alunos que ratificam esse pensamento por concordarem com a desigualdade social que se justifica pelo maior empenho ou menor empenho em conquistar "um lugar ao sol" ... vários educadores como Rubens Alves e Paulo Freire levantaram a bandeira do fim do vestibular (década de 70-80), uma vanguarda ainda hoje, já que os frenologistas sociais de plantão continuam nesse mesquinho discurso da inadaptabilidade do estudante cotista ao cotidiano universitário. Ele professor do curso de economia-administração-ciencias contábeis- direito (CCJE) que ao lado (CCS) representam os centros em instâncias mais elitizadas não poderia dar uma declaração diferente...mas como educador ele pecou porque o papel real seria o de fazer a realidade transcender por meio da critica, despertar cognitivo e não da reafirmação dogmática. Um livro chamado "Oficio de Mestre" de Miguel Arroyo...seria boa leitura para ele se tocar e de repente ver que ele pode sair da ufes e virar diretor financeiro no Banestes ou ser melhor professor mesmo que seja contra as cotas ( o que não está em questão aqui)...mas uma coisa bato palma pra ele, assumiu ter um discurso racista e preconceituoso coisa que muitosssssssss brasileiros não fazem, mas gostariam...

terça-feira, 22 de julho de 2014

Astros e leitura

A palavra astrologia tem origem no grego astrología e remete-se ao latim por astrologia. Numa definição acadêmica, pode se compreender a astrologia como "estudo ou leitura  dos astros".
Porém, sob uma definição mais precisa, a astrologia é uma protociência; ou seja, uma área de estudo que ainda não possui comprovação científica, que se baseia na observação do céu e dos astros com a finalidade de prever épocas mais adequadas para o plantio, colheita e pesca, por exemplo. De modo gradativo, o conceito de previsão astrológica se estendeu além das atividades de subsistência e passou a ser utilizado também para a política, monarquia, aspectos sociais e outras áreas de interesse comum às antigas civilizações.
Especula-se que seu nascimento está entre o Egito e a Suméria (atual Iraque) que datam de 5000 a.C. e 4200 a.C. No ano 640 a.C, na Grécia, a astrologia se popularizou com Aristóteles, Hiparco e Ptolomeu. Em Roma, era peça fundamental da estrutura social e monárquica. Mas, com a queda do Império Romano no século V e a gradativa ascensão da Igreja Católica, a astrologia foi relegada à condição de "superstição pagã".
Na baixa Idade Média, a astrologia ressurgiu e se fortaleceu com o resgate da arte e filosofia da antiguidade. Nesse mesmo período, os conceitos matemáticos passaram a fundamentar o estudo da astrologia. Tomás de Aquino interpretou que os ensinamentos astrológicos eram complementares à doutrina cristã.
Entre os séculos XVIII e XIX, a astrologia continuou ganhando popularidade, mas caiu em descrédito quando usurpadores e charlatões passaram a aplicá-la sem recursos e conhecimento necessários. No final do século XX, é associada aos fundamentos psicológicos do suíço Carl Jung e, paralelamente, assume uma função menos voltada para a previsão e consolida-se como uma ferramenta utilizada também em técnicas psicológicas de autoconhecimento.
 A interpretação dos astros não influencia, em minha opinião, a alma humana; sua atuação está nas ações do corpo físico e a vontade.  A relação entre o campo de atuação dos corpos celestes e o campo de atuação humana, não é apenas uma casualidade; mas sim uma analogia ou sincronicidade.
Correntes de estudo mais recentes buscam traçar uma linha de conectividade entre a astrologia, em seu "estado puro", e a comprovação científica. Desse modo, o posicionamento dos astros, data e hora de nascimento, criariam "campos eletromagnéticos" que influenciariam nas características e desenvolvimento de uma pessoa, por exemplo. Essas pesquisas utilizam métodos de estatística e probabilidade, analogia e sincronismo. Portanto, duas pessoas que nascem em condições astrais semelhantes, têm (teoricamente) as mesmas características de personalidade e tendem a seguir as mesmas profissões etc.
Um paralelo entre astrologia e biologia determina uma relação entre os ciclos circadianos(período de um dia no qual, por influência da luz solar, se baseia o ciclo biológico humano). A variedade de raios cósmicos que chegam à Terra também são alvos de estudos científicos e astrológicos.


Atualmente, o conceito mais amplo da astrologia já está bastante distante do que era há poucos séculos. Ainda é considerada, por alguns, como apenas uma superstição explorada com finalidades lucrativas. Porém, independentemente de sua classificação acadêmica ou de idéias superficiais, a astrologia consolida-se como uma das mais significativas vertentes de estudo e pesquisa de grupos esotéricos e uma importante ferramenta que complementa outras áreas de estudo, sejam elas científicas ou não.

terça-feira, 15 de julho de 2014

Os sonhos

Por milhares de anos, as pessoas acreditaram que os sonhos eram enviados por seres sobrenaturais e poderia ser usado para prever o futuro. Os antigos egípcios, gregos e romanos pensavam que os sonhos eram divinamente inspirados assim como na Bíblia a qual interpretava os sonhos como mensagens provindas de Deus.
Culturas nativas, como povos ameríndios, tribos africanas e aborígenes, sempre usaram os sonhos como uma maneira de compartilhar uma memória de espírito coletivo. 
No caso dos aborígenes, o antropólogo Kilton Stewart, relatou que membros da tribo expunham seus sonhos logo pela manhã, casos de conflitos e disputas sonhados eram desarmados naquele momento mesmo.

Os sonhos para os egípcios desempenhavam um papel fundamental na espiritualidade dessa sociedade, bem como se sabe esse aspecto (espiritual) era o centro propulsor da vida do Império Egípcio. Os sonhos serviam como uma forma de prever o futuro, assim como um meio pelo qual os deuses poderiam se comunicar com os mortais para avisar dos perigos, responder perguntas e dar ordens. Eram utilizados rituais, jejuns, encantamentos, poções, desenhar figuras mágicas e colocar mensagens na boca de gatos pretos mortos como forma de provocar sonhos.
Especula-se que os relatos mais antigos sobre sonhos são do Egito antigo

                                   Parte do dicionario egípcio no Museu Britânico de Londres 

Os antigos gregos foram os primeiros a desenvolver a ideia de que os sonhos são criados pelo sonhador, e não pelos deuses. Os sonhos eram geralmente considerados uma visão objetiva, de alguém ou de algo que de fato era visto durante o sono.
Platão pensava que os sonhos expressavam desejos secretos, a alma, liberada do corpo durante o sono ou por ocasião da morte, torna-se receptivas às inspirações divinas. Pode se elevar em sonho ao mundo das ideias, onde se situa a realidade, fundamental de tudo o que existe, fonte de toda a verdade.
Com Aristóteles a crença na divindade dos sonhos estava começando a desaparecer, para ele os sonhos eram metafóricos, atribuía ainda sonhos proféticos à coincidência e argumentava que, se animais além do homem podem sonhar, então os sonhos não podem ser “enviados por deuses”. Por outro lado, sugere que sonhos divinatórios de fato ocorrem mostrando que não tinha, aparentemente, uma única mentalidade sobre o tema .
Os gregos influenciaram o pensamento investigativo como um todo, e a medicina se beneficiou com isso. Hipócrates médico grego acreditava que os sonhos continham símbolos que representam a condição física do sonhador, de modo que os sonhos podem ser utilizados para diagnosticar a doença.  Hoje os neurologistas dizem que os sonhos estão ligados aos pensamentos inconsciente do sono, isso que dizer que nossos sonhos se baseiam em algum acontecimento marcante que ocorreu durante o dia, e esse acontecimento gerou vontade e por isso houve o sonho.
Dentro dessa linha de raciocínio o neurologista Sigmund Freud, renomado estudioso da psiquê humana, revolucionou o campo da psicologia quando fundou o método da psicanálise. Tendo o inconsciente e seus impulsos como chave central de suas teorias se aprofundou também no mundo dos sonhos. Para Freud, a interpretação dos sonhos é a via régia que leva ao conhecimento do inconsciente na vida psíquica. O sonho era a forma como a psique comunicava os desejos e fantasias reprimidos no inconsciente ao individuo.
Para o também médico e Carl Gustav Jung, psicoterapeuta suíço, o sonho também está atrelado ao inconsciente trazendo a tona mensagens emblemáticas e simbólicas derivadas tanto de experiências coletivas e ancestrais bem como acontecimentos de ordem ambiental, somática e visionária do individuo. A função do sonho para Jung era o de restabelecimento do equilíbrio psicológico. O consciente desenvolve uma atitude extrema, o inconsciente vai desenvolver a contrapartida e colocá-la em ação nos sonhos.

Para além da leitura racional, a Astrologia, uma semiótica primitiva, encara os sonhos como ligações diretas ou indiretas com as nossas recordações de vidas passadas ou podem está relacionados com previsões que futuramente têm chances de acontecer. A linguagem dos astros afirma ainda, que para ter equilíbrio em todos os campos da vida, o estudo dos sonhos deve ser tarefa de cada indivíduo, uma constante pesquisa sobre si mesmo, sobre os sonhos e seus símbolos. O autoconhecimento do significado e do significante.
Signos úmidos como Câncer, Escorpião e Peixes e seus respectivos planetas Lua, Plutão e Netuno tendem a acentuar os processos oníricos.

E o que dizer dos poetas e compositores? Esses sim conseguem dialogar com o onírico de forma visceral assim como os sonhos os são de fato.

Os sonhos na verdade são um forte catalizador dos humores humanos motivando e inspirando a quem possa interessar.


terça-feira, 1 de julho de 2014

Inspiração

O cheiro da madrugada me inspira

Aquele ventinho frio, suave que dá arrepios

A sensação de ar puro e fresquinho bem no meio do centro da cidade,

Só a madrugada proporciona...

Ver o céu mudar de cor, lentamente,

Saindo do breu da noite para o azul celeste da manhã

Formando uma escada em degradê,

Que vai se degradando até se concretizar

A madrugada me inspira,

Com seu silencio que proporciona gritos na mente

Pelos pensamentos que sobressaem 

Parecendo querer sair pelo mundo

Como se nada houvesse ao redor

Coisas que só a madrugada pode proporcionar



(N. Amorim)

sexta-feira, 27 de junho de 2014

Começou meio assim 
sem querer... 
e assim mesmo, 
ao meio, 
hoje é só querer...

agradecer, caminhar, amar e viver  ...


.

(eu)

terça-feira, 14 de janeiro de 2014

Arte e Linguagem

A percepção, um dos atributos que nem todos os seres humanos tem naturalmente desenvolvidas. Algumas pessoas, ainda a duras penas, precisam ao longo dos anos trabalha-la de forma positiva sem conseguir de fato um avanço. Nesse sentido quando ouvimos por exemplo "esta música é ruim ou para que serve aquele quadro", comentários assim provam que o indivíduo não consegue diferenciar ou conceituar tal apreciação para além de sua concepção de mundo, julgando o objeto apenas pelo que conhece. 
Surge então duas perguntas ao observamos essas imbrincadas situações, a primeira o que é arte? e a outra seria para que serve a arte? (ou até mesmo para quem se faz arte?).
Bem, não tenho a pretensão de esgotar uma questão que atravessa séculos, porém, em livre pensamento, ou seja, aparentemente livre de escolas ideológicas, observo o que acontece neste campo. 
Tomando a primeira pergunta, o que seria arte? - definiríamos como expressão estética, cinestésica gerada pelo ser humano provocando intencionalmente, ou não, o outro e si mesmo. Alguém uma vez me disse que arte poderia ser feita sozinha ou para ninguém, apenas pelo simples fazer, que ninguém é obrigado a fazer arte para outrem. 
Entendemos que todos, ou pelo menos a maioria, dos indivíduos são educados (no sentido coloquial da palavra) por outros seres humanos, logo aprendem a ser comportar e pensar como tal, mesmo aqueles que discordam de um comportamento mais comumente aceito e fazem o oposto, o fizeram por reação a algo já existente em outros humanos. Simplificando o homem só se reconhece humano frente a outro humano, naturalmente é necessário o contato do outro para que este que observa se iguale, diferencie ou ignore. O homem é um ser social, não pode evoluir ou desenvolver de forma plena só ou em isolamento, se tornará cada vez mais humano quanto maior for o seu contato com outros e tecerá seu comportamento em virtude dos códigos e signos apreendidos de suas relações e experiencias humanizadas. Portanto a arte é uma linguagem estética, dotadas de intenção a causar efeito em quem toma contato com ela, e como linguagem, só pode ser viabilizada pela comunicação. Há quem se atinge em um monologo? Qualquer criação motivada pela expressão deve atingir a alguém inclusive a si mesmo.
Para mim, a pergunta mais difícil de ser respondida, se é que poderia ser definida, seria para que serve a arte? - pessoalmente, serve a transcendência, nos ajudar a transcender o momento presente, refletir no tempo-espaço e nas sensações presentes. 
Alguma coisa próxima de uma resposta satisfatória (satirizando, dogmática) se encontra entre a sensibilidade e a percepção parece ser a chave para se chegar a compreensão. Uma cultura popular, que reúna elementos desconhecidos da pessoa que esteja estabelecendo contato com uma expressão, geraria uma completa crítica e e repulsa sem ao menos entender o contexto a que construiu aquela estética ao mesmo tempo que poderia fisgá-la num instante de forma positiva. Fato é que em algum ponto houve uma reação a provocação dessa expressão, causou uma transcendência ao estado em que se encontrava na hora do contato.


X  
umas das técnica artística de pintura      sátira popular : nádegas e fastfood                    


O indivíduo "escolhe" a serventia da arte, se será dominação ou libertação de massa, provocar emoções e sentimentos dos mais variados, mercadológica porém sempre agindo de acordo com a cultura que o formou. 
Vivemos hoje em um mundo tão volúvel que na mesma velocidades com que compra-se também descarta-se e no campo das artes não é diferente, tornaram-se meras expressões de consumo. O antídoto para essa panaceia é a reflexão que por sua vez nos mostra caminhos de contato com a razão, o conhecimento, o reconhecimento das emoções e o entendimento da linguagem, coisas que essa arte de massa ( diferente de popular) não faz, apenas é consumida e empobrece os sentidos de seus consumistas.

Jaz o bom senso de não julgar sem conhecer, sem estudar!