domingo, 19 de maio de 2013

Na saúde e na doença

Médicos de fora do país estão de olho no Brasil. A noticia de que falta médicos em diversas cidades oferecendo salários recheados talvez possa ter enchido os olhos da comunidade de médicos dos países vizinhos. Mais ainda a noticia me pareceu um puxam de orelha aos recém formandos, que continuam a ficar na barra da saia dos país "se não quiser tem quem queria". Bem opiniões a parte, fato é quem mais precisa de saúde não a tem da forma devida, e isso poderia ser contornado se mais pessoas pudessem ter acesso a fazer um curso de medicina provindas, ou das proximidades, de regiões onde há escassez. O problema de fazer um curso desse você fica devendo a alma, o éter e aquela substância inteligível, uma mensalidade que é mais do que muito salario de pai de família, chega a ser uma afronta a sociedade brasileira. Um indivíduo com boa leitura, engajamento social e aptidão para a área mesmo assim corre o risco, e alto diga-se de passagem, de não conseguir entrar para a profissão por falta de uma série de condições "normais" para o ingresso e continuidade, como por exemplo ambiente propício para a  do estudo, reserva capital para despesas diversas.
Enumerar as causas politicas e sociais o porquê a situação da profissão é tão elitizada não é necessário aqui, mas formar médicos que atendam uma realidade local, inserido na cultura da região e que tenham possibilidades de exercer plenamente sua vocação é de suma importância. Faz medicina quem tem dinheiro, geralmente filhos de médicos, e o fazem mais para garantir que o patrimônio familiar continue no status quo alcançado do que para trabalhar de verdade, como foi no passado. 
A noticia também é uma forma de revalorizar os salários nas capitais , onde há uma concentração elevada de profissionais na área  por pressão do governo (como essa medida) pode haver uma migração para as áreas em deficit, caindo a concorrência nos centros urbanos. Se for por esse viés, é mais uma picuinha do CRM´s com o CFM para a criação de reservas de mercados entre eles mesmo. 
E ainda há várias faculdades de medicina sendo abertas, com mensalidades do tipo classe A, com ensino e formando classe questionáveis, entramos então na educação. Ora, se houver melhores condições aos docentes e técnicos da educação, melhoraria o ensino dos educandos fazendo com que uma nova geração tivesse a noção de que não é necessário ser internar ou procurar tanta doença, já que ele ( individuo) sabe o que deve ser feito para ter uma vida saudável em se tratando de alimentação, vida sexual, postura, psicológica, exercícios físicos, condições de moradia, descarte e manuseio de lixo. Mas isso todo mundo ja sabe , a industria da miséria só existe para criar mercado para sustentar a industria da fartura. Mas e a educação mesmo, como é?

sexta-feira, 12 de abril de 2013

Limpo, mas mal educado!



De volta na reflexiva  deste mês, observemos a presidente Dilma sancionar a lei que torna obrigatório a matricula de crianças a partir dos 4 anos na educação básica. Bom, se as escolas não têm estrutura para suportar o atual modelo, imaginem só quando houver essa "enxurrada" de pequeninos nas escolas. Coitado dos professores, coordenadores, pedagogos, porteiros e serventes que terão que desdobrarem seu atual desdobro para atender ao que chamo de avanço para uma educação burra, sim porque a qualidade cairá cada vez mais. A medida vem atender, ao meu ver, interesses patronais, de mercado.
Cada célula familiar que constitui um homem e uma mulher (ou casais homossexuais) e quantos filhos puderem fazer, logo estarão matriculados na escola. Sendo assim seus  genitores ou responsáveis estarão livres para ingressarem no mundo do trabalho engrossando o caldo da população economicamente ativa, o que pode em uma decada aumentar significativamente o pib nacional.  
Temos então um sistema educacional que vem para justificar o modo de produção vigente, ratificando o nosso modo vivendis, imergido numa educação puramente pragmática com um discurso calunioso que diz " o indivíduo adquire o conhecimento e aplica em si mesmo e no meio ambiente de modo reflexivo". Se isso fosse verdade pararíamos imediatamente com esse consumismo nocivo e altamente, friso com veemência,  altamente desnecessário. 
Os profissionais da educação já passaram do patamar de piada e ganharam o status de dó, jornadas exaustivas e diárias de trabalhos para salários incompatíveis com o conhecimento acadêmico e empírico adquirido. Na lógica, se o professor ganha x, e melhorando sua formação proporcionalmente aumenta sua renda (x*1000), sua autoestima e seu autoconhecimento, que também diretamente proporcional a melhoria do ensino de modo geral, porque é tão difícil o MEC criar sistemas para facilitar ou promover uma elevação do nível intelectual do corpo docente, como o ingresso a um mestrado por exemplo?.
A escola daqui alguns anos virará depósito de crianças, e observando de longe como se fosse num cinema mudo, seria igual a um presídio de super lotação, para mirins.
Agora traçamos um paralelo, o empenho que o governo demonstrou em sancionar e definir leis trabalhistas voltadas a empregada doméstica. Sim é uma vitória para profissionais indispensáveis no mundo capitalista de hoje, a configuração casagrande/senzala ainda vigora no país, porém agora elas (secretárias do lar) são remuneradas e amparadas pela lei. Existe curso para essa profissão? Senão tem, a sua obrigação se faz presente, na medida que o governo reconhece a profissão e da dispositivos legais para tal. E se assim não for podemos dizer que o governo e a sociedade está invertendo os papéis dando amparo e melhoria da função a quem não faz formação adequada em detrimento de que não estuda muito e continua desvalorizado.
Professores, o que são hoje? Babás de crianças sem educação, sem norma moral e familiar, sem limites e uma série de informações que são obrigações dos pais e responsáveis, não de professores. Nossa categoria estuda muito para ser desfavorecida pela sociedade e pelo governo, e merece um olhar mais atento a questão salarial, a formação continuada (especialização, mestrado e doutorado) e condições de trabalho.
O atual momento, em que essas duas leis foram sancionadas, resumi-se no seguinte a pátria amada quer filhos limpos por fora e sujos por dentro. Sim, porque sem educação não se combate a imoralidade e falta de ética e isso segundo meus avós é uma sujeira.

sábado, 23 de março de 2013

Vamos lá


O que é isso? Comissão de Direitos Humanos presidida por uma espécie de mutante com os super poderes de Benito Mussolini , Adolph Hilter, José Dirceu e Edir Macedo !

A pergunta nem é quem é Marco (In)Feliciano? porque naturalmente estamos vendo a todo momento na mídia sobre infelizes religiosos como padres pedófilos, pastores estelionatários (também pedófilos em menor número) e toda uma corja, sem princípio filosófico universal da ética, se revezarem nos escândalos e mancharem a cultura de suas religiões. Marco (In)Feliciano é apenas mais um desses pobres diabos.
O que não entendo é quem escolheu este indivíduo. Ora se tal pessoa já possuía esse caráter, por que, por quem e para que foi escolhida? Atender a interesses de quem?
Fora a sociedade brasileira alienada e dogmática, que não sabe enxergar em 3D ( talvez seja melhor distribuir óculos desses nas missas e cultos), acredito que há algo mais profundo nesse assunto, como o de testar a sociedade brasileira no que tange o direito inalienável de ser humano, o direito de ser o que se é, o direito de ir e vir e cidadania, já muitas vezes testadas. 
Mas também não sejamos idealistas ingênuos, há sempre um plano politiqueiro ou populista por trás das ações do governo, que antes se tratavam apenas em entreter as massas, hoje, atinge muito mais "camadas sociais". Que projeto de lei está sendo tramitado que causaria polêmica beneficiando de forma imoral os parlamentares ou que ação votada causaria dolo a população brasileira que não teve a atenção devida? 
O caso Renan Calheiros ainda segue sem solução. Alguma coisa muito cabeluda (com muita lêndea, piolho e caspa seborreica) está sendo encoberta desviando o olhar nacional para esse deplorável e infame caso.
E sugiro que ONG´s que representam as populações negras e afro-descendentes alvos do deputado entrem com uma (ou várias) representação(ões) no ministério público federal. A fala do Dep. Marco  demonstra claramente:  


injúria racial, previsto no art. 140, § 3º do Código Penal.O crime de Injúria Racial está alocado no artigo 140, §3º, no Título I, capítulo V, da Parte Especial do Código Penal Brasileiro – “Dos Crimes Contra a Honra”.O art. 2º da Lei n. 9.459, de 13 de maio de 1997, acrescentou um tipo qualificado ao delito de injúria, impondo penas de reclusão, de um a três anos, e multa, se cometida mediante “utilização de elementos referentes à raça, cor, religião ou origem”.

Quanto as outras populações sociais parte integrante de nossa cultura e representantes iguais de nossa nação, peço desculpas por não conhecer a lei que ampara da mesma forma e respalda os seus respectivos direitos, mas com o meu incondicional apoio em fazer o mesmo.

Fiquemos atentos, há sempre algo de podre no reino tupiniquim. 

segunda-feira, 18 de março de 2013

" Blogar ou não blogar", eis a questão.

Nota-se que todos os indivíduos parecem sentir uma necessidade, racional ou o seu contrario, de se expressar nas áreas que mais lhe agradam ou que demonstram maior afinidade e habilidade. Com o advento da internet, as possibilidades saltam de P.A. para P.G. (não só para matemáticos) e com isso o blog se torna, entre outras coisas, mais uma forma de exercitar a auto expressão. Nem sei se é consenso entre astrólogos, psico-profissionais (psicólogos, psicanalistas e psiquiatras), tarados lacanianos (não confundir com tarados lacaios) e pseudo-freudianos se é por meio da auto expressão que o Ego se afirma. Na minha maledicente ignorância noto que quanto mais o indivíduo se confronta consigo mesmo tendo platéia  aprovando ou desaprovando sua atuação se confirma o tal do " EU ", lógico, mediante a um estômago equivalente para aguentar as contrariedades.
Nas artes, a pintura expressiva e a cênica (não sêneca necessariamente), a composição de músicas e as práticas esportivas (sim, porque não deixam de ser auto expressões de uma linguagem corporal cultural), evidenciam como o ser humano pode se mostrar consciente e inconsciente. Não nos esqueçamos de mencionar o declamar de versos e trovas, a literatura e os contos. É, pois então, os escritos! Chegamos a eles, ao invés de capas duras e cheiro de celulose ou algo que nos remeta lembrar do abrir a página de um livro, temos agora a possibilidade de sentir cheiro do que quiser, e ora ou outra escutar pela saída de som do Personal Computer a voz nem tanto agradável de "As suas definições de vírus foram atualizadas". 
Se conseguimos atingir a esse patamar de comunicação, digo a criação da internet, vamos explorar de forma  inteligente e contribuir com nosso próximo (que mesmo o nosso distante está a segundos de um enter) e que a recíproca seja verdadeira. Sem vaias ou aplausos, como saberemos se acertamos ou não? Como vamos saber se devemos (e devemos sim) sair dessa ilusória zona de conforto a que todos querem se manter congelados?
Saúdo a todos que quiserem compartilhar idéias de maneira complementar e/ou opositiva como no mito grego dos gêmeos Castor e Pólux, filhos da mesma mãe, mas de diferentes pais. O primeiro, mortal e filho de um também mortal, admira o dom da imortalidade do outro irmão cujo pai é Zeus. Com o passar dos anos Castor morre mas Pólux, que sempre admirou o seu irmão, divide a sua imortalidade com ele. Castor então vira uma estrela, e Pólux agora o admira no céu. Os dois se complementavam e se opunham por suas singularidades. 
Devaneios, pertubações, euforias e diversas outras categorias de motivações que impulsionam o  ego cogito ergo sum, de um internauta, são postadas não sei a que velocidade e também a que serventia, mas cá estou também fazendo parte deste anonimato coletivo, digo, inconsciente coletivo, meu ego escolhe blogar...