domingo, 18 de janeiro de 2015


Relações


A velha questão entre o pensamento racionalista x o pensamento intuitivo cria um dogmatismo extremo em ambas as partes. Todos sabemos que há perguntas para a qual não existem respostas prontas (o que todos parecem querer), o que torna fácil de encaixar argumentações se referindo a crença e fé. Bem, não compartilho disso, mas ao mesmo tempo não me fecho ao que não conheço.
A astrologia, e outras como a alquimia e a kabbalah, foram ciências muito utilizadas, e após a revolução empirista, foram banidas do círculo cientifico, sendo depreciadas, rotuladas como proto ciências se tornando alvo de piadas. Essas chacotas continuam até hoje, promovendo o continuo preconceito, que por consequências promove o desrespeito entre os indivíduos e a liberdade de expressão. 

Na astrologia, esquecendo essas enganações de jornal, revistas e sites de namoro, o indivíduo nasce com uma determinação astral em seu inconsciente, de um comportamento e temperamento a qual deve se encaixar com sua busca na vida. Mas buscar o caminho é uma escolha do próprio individuo, que é livre e dotado de vontade e inteligência. O destino é mera consequência daquilo que se escolhe...porém a missão deve ser descortinada, é uma obrigação ética consigo mesmo. Para isso precisa estudar a si mesmo e entender as pequeninas mensagens que estão inseridas no nosso inconsciente. Veja que o inconsciente não pode ser uma desculpa para alocar o desconhecido.

Como explicar o individuo que faz várias coisas ao contrario do que afirma? Com um agravante, na hora da afirmação do discurso ele tem em mente de forma muito sincera que aquela idéia é verdadeira, que acredita piamente na produção dessa afirmação. E por qual razões é impelido a fazer o oposto? 
Sigmund Freud levou muito tempo até conseguir afirmar a Psicanálise no círculo de reconhecimento intelectual, sendo por diversas vezes mal compreendido, sem que seu método preencher-se os requisitos técnicos e até mesmo morais da época. Dentro de sua teoria psicanalítica, o aparelho psíquico é compostos por camadas que formam imbricadas redes de influência mutua, dando a partir daí uma "personalidade" ao indivíduo. Esse destaque é em função de Freud construir um conceito muito peculiar quanto ao que seja personalidade. Traumas, castrações, imagens, cultura, religião, violências, desejos e satisfações, todas em um nível que permeia o universo sexual, tudo aquilo que é vivido, rejeitado é enviado ao inconsciente e servindo de material para a construção do caráter do indivíduo. O inconsciente é na verdade o ser, é você.
Carl Gustav Jung, tratou do inconsciente de forma parecida no inicio da construção de sua idéia, mas acabou criando uma nova teoria. Esta se baseava em que o inconsciente humano recorda imagens, desejos, revelações, ações a atitudes incompreensíveis não vividas, sempre ligadas a situação vivida naquele presente momento, uma coincidência,  uma sincronicidade. Da mesma forma estava ligada ao inconsciente coletivo que consistia em memórias e conhecimentos ancestrais arquivados em nossa psique de modo a nos manter conectados as culturas construídas e o universo físico e quântico. É por meio do arquétipo (estruturas moldais da psique que influenciam o comportamento) incorporado na forma de signos, símbolos ancestrais culturais dentro dessa psique, desse inconsciente que o indivíduo molda a sua personalidade.  
Acho pertinente pensar o nosso inconsciente como um canal a ser conectado cada vez mais profundamente de modo que consigamos enxergar o nosso caminho, a nossa real natureza, o nosso projeto de vida o qual o universo nos reservou no nascimento.

" ... horácio, acalma-te. Há muito mais entre o céu e a terra do que conhece-te a tua vã filosofia..."  W. Shakespeare

(eu)




sábado, 27 de dezembro de 2014



Grande Homem


batalhando o cotidiano como um H
ércules domésticus  de temperamento único, forma rústica e sonora fala, faz como Atlas na sua calejada mão ao mesmo tempo que apoia em seus ombros o peso de seus amados... 



sempre mantendo vívidos os sonhos de um passado tão presente que não deixam de carregar matizes saturninos ao redor da eterna contradição...terna e rude, alegre e colérica que o tempo lhe mostra...sol em capricórnio com marte em escorpião e lua em leão...esse é marcante, com o passar do tempo se afirma como figura de grande influência na minha vida: meu pai
(eu)

segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

Magistrados Trapalhões


um monte de gente sem noção, sem nenhum traquejo social e aptidão para trabalhar em favor da justiça, só faz o curso de direito por conta de poder e dessas benesses absurdas... o ser humano emancipado no julgo de sua ética, que pensa e age sem causar dano ao outro, não precisa de alguém para aprovar sua ação e com uma lei. Nossa sociedade infestada de "gentinhas", pessoas sem intenção de melhorar sua educação, com baixo escrúpulo e o materialismo/individualismo como parte integrante do cotidiano tem o que merece ... um judiciário desinteressado na dissolução da corrupção e que representa apenas a classe dos magistrados.             

(eu)

segunda-feira, 10 de novembro de 2014






O que querem os brasileiros afinal?



Lutam pela igualdade politica, mas discriminam homossexuais, dizem ser a favor de uma sociedade mais justa mas condenam a religião diferentes das deles, querem um país mais inteligente e esclarecido mas mantém preconceitos históricos vivos, inclusive com piadas, se perguntam porque falta tanta solidariedade mas não se misturam e se envolvem com problemas alheios, querem igualdade na distribuição de renda mas não aceitam propostas de programas assistenciais que reconfiguram classes sociais, anseiam mais trabalho e oportunidades mas não querem ler e estudar, cobram postura ética dos governantes mas não sabem conceituar o que é ética e moral. ..e ainda perpetuam o jeitinho brasileiro de se dar bem em quase tudo no tocante aos direitos, obrigações e deveres...de quem estou falando?


(eu)

quinta-feira, 6 de novembro de 2014



Demagogo, Frenologista Social, Eugenista Cultural...

A educação universitária tem como base o fomento a pesquisa, a extensão a comunidade e o estimulo à reflexão da realidade. Em contra partida o embasamento teórico dos autores a serem adotados e as produções acadêmicas são pautadas sobre teorias construída por países dominantes...escolas européias e norte americanas de pensamento, então veja que a crítica a realidade em que os alunos se baseiam (desde a criação da educação universitária) vem de um modelo a partir de escolas greco-romanas, austro-húngaras, frankfurtianas, Anglo-saxônicas e Franco-prussianas, todas, formadas por etnias brancas e fomentadoras de guerras, saques e imperialismos. Esta é uma realidade já estruturada que atende perfeitamente à pessoas com anseios elitistas, que valorizam e legitimam a autoridade e o poder, a separação econômica de classes e a aquisição do saber como manobra de identificação e garantia de domínio de classes. Esse professor é um desses defensores da elitização e diferenciação das pessoas, formado em bases culturais elitista, conquistou seu diploma numa universidade federal que presta serviços indiscriminadamente e é mantida pelo governo justamente com arrecadações de impostos e taxas que muitos brasileiros de classe média-baixa e classe baixa pagam, por meio de um serviço gratuito que ele mesmo tem o desparate de dizer que está desestimulado, mas prefere continuar recebendo seu salário pago por diversas familias que ele insultou.





Assim como ele, tem vários professores e alunos que ratificam esse pensamento por concordarem com a desigualdade social que se justifica pelo maior empenho ou menor empenho em conquistar "um lugar ao sol" ... vários educadores como Rubens Alves e Paulo Freire levantaram a bandeira do fim do vestibular (década de 70-80), uma vanguarda ainda hoje, já que os frenologistas sociais de plantão continuam nesse mesquinho discurso da inadaptabilidade do estudante cotista ao cotidiano universitário. Ele professor do curso de economia-administração-ciencias contábeis- direito (CCJE) que ao lado (CCS) representam os centros em instâncias mais elitizadas não poderia dar uma declaração diferente...mas como educador ele pecou porque o papel real seria o de fazer a realidade transcender por meio da critica, despertar cognitivo e não da reafirmação dogmática. Um livro chamado "Oficio de Mestre" de Miguel Arroyo...seria boa leitura para ele se tocar e de repente ver que ele pode sair da ufes e virar diretor financeiro no Banestes ou ser melhor professor mesmo que seja contra as cotas ( o que não está em questão aqui)...mas uma coisa bato palma pra ele, assumiu ter um discurso racista e preconceituoso coisa que muitosssssssss brasileiros não fazem, mas gostariam...

(eu)

terça-feira, 22 de julho de 2014

Astros e leitura

A palavra astrologia tem origem no grego astrología e remete-se ao latim por astrologia. Numa definição acadêmica, pode se compreender a astrologia como "estudo ou leitura  dos astros".
Porém, sob uma definição mais precisa, a astrologia é uma protociência; ou seja, uma área de estudo que ainda não possui comprovação científica, que se baseia na observação do céu e dos astros com a finalidade de prever épocas mais adequadas para o plantio, colheita e pesca, por exemplo. De modo gradativo, o conceito de previsão astrológica se estendeu além das atividades de subsistência e passou a ser utilizado também para a política, monarquia, aspectos sociais e outras áreas de interesse comum às antigas civilizações.
Especula-se que seu nascimento está entre o Egito e a Suméria (atual Iraque) que datam de 5000 a.C. e 4200 a.C. No ano 640 a.C, na Grécia, a astrologia se popularizou com Aristóteles, Hiparco e Ptolomeu. Em Roma, era peça fundamental da estrutura social e monárquica. Mas, com a queda do Império Romano no século V e a gradativa ascensão da Igreja Católica, a astrologia foi relegada à condição de "superstição pagã".
Na baixa Idade Média, a astrologia ressurgiu e se fortaleceu com o resgate da arte e filosofia da antiguidade. Nesse mesmo período, os conceitos matemáticos passaram a fundamentar o estudo da astrologia. Tomás de Aquino interpretou que os ensinamentos astrológicos eram complementares à doutrina cristã.
Entre os séculos XVIII e XIX, a astrologia continuou ganhando popularidade, mas caiu em descrédito quando usurpadores e charlatões passaram a aplicá-la sem recursos e conhecimento necessários. No final do século XX, é associada aos fundamentos psicológicos do suíço Carl Jung e, paralelamente, assume uma função menos voltada para a previsão e consolida-se como uma ferramenta utilizada também em técnicas psicológicas de autoconhecimento.
 A interpretação dos astros não influencia, em minha opinião, a alma humana; sua atuação está nas ações do corpo físico e a vontade.  A relação entre o campo de atuação dos corpos celestes e o campo de atuação humana, não é apenas uma casualidade; mas sim uma analogia ou sincronicidade.
Correntes de estudo mais recentes buscam traçar uma linha de conectividade entre a astrologia, em seu "estado puro", e a comprovação científica. Desse modo, o posicionamento dos astros, data e hora de nascimento, criariam "campos eletromagnéticos" que influenciariam nas características e desenvolvimento de uma pessoa, por exemplo. Essas pesquisas utilizam métodos de estatística e probabilidade, analogia e sincronismo. Portanto, duas pessoas que nascem em condições astrais semelhantes, têm (teoricamente) as mesmas características de personalidade e tendem a seguir as mesmas profissões etc.
Um paralelo entre astrologia e biologia determina uma relação entre os ciclos circadianos(período de um dia no qual, por influência da luz solar, se baseia o ciclo biológico humano). A variedade de raios cósmicos que chegam à Terra também são alvos de estudos científicos e astrológicos.


Atualmente, o conceito mais amplo da astrologia já está bastante distante do que era há poucos séculos. Ainda é considerada, por alguns, como apenas uma superstição explorada com finalidades lucrativas. Porém, independentemente de sua classificação acadêmica ou de idéias superficiais, a astrologia consolida-se como uma das mais significativas vertentes de estudo e pesquisa de grupos esotéricos e uma importante ferramenta que complementa outras áreas de estudo, sejam elas científicas ou não.

(eu)

terça-feira, 15 de julho de 2014

Os sonhos

Por milhares de anos, as pessoas acreditaram que os sonhos eram enviados por seres sobrenaturais e poderia ser usado para prever o futuro. Os antigos egípcios, gregos e romanos pensavam que os sonhos eram divinamente inspirados assim como na Bíblia a qual interpretava os sonhos como mensagens provindas de Deus.
Culturas nativas, como povos ameríndios, tribos africanas e aborígenes, sempre usaram os sonhos como uma maneira de compartilhar uma memória de espírito coletivo. 
No caso dos aborígenes, o antropólogo Kilton Stewart, relatou que membros da tribo expunham seus sonhos logo pela manhã, casos de conflitos e disputas sonhados eram desarmados naquele momento mesmo.

Os sonhos para os egípcios desempenhavam um papel fundamental na espiritualidade dessa sociedade, bem como se sabe esse aspecto (espiritual) era o centro propulsor da vida do Império Egípcio. Os sonhos serviam como uma forma de prever o futuro, assim como um meio pelo qual os deuses poderiam se comunicar com os mortais para avisar dos perigos, responder perguntas e dar ordens. Eram utilizados rituais, jejuns, encantamentos, poções, desenhar figuras mágicas e colocar mensagens na boca de gatos pretos mortos como forma de provocar sonhos.
Especula-se que os relatos mais antigos sobre sonhos são do Egito antigo

                                   Parte do dicionario egípcio no Museu Britânico de Londres 

Os antigos gregos foram os primeiros a desenvolver a ideia de que os sonhos são criados pelo sonhador, e não pelos deuses. Os sonhos eram geralmente considerados uma visão objetiva, de alguém ou de algo que de fato era visto durante o sono.
Platão pensava que os sonhos expressavam desejos secretos, a alma, liberada do corpo durante o sono ou por ocasião da morte, torna-se receptivas às inspirações divinas. Pode se elevar em sonho ao mundo das ideias, onde se situa a realidade, fundamental de tudo o que existe, fonte de toda a verdade.
Com Aristóteles a crença na divindade dos sonhos estava começando a desaparecer, para ele os sonhos eram metafóricos, atribuía ainda sonhos proféticos à coincidência e argumentava que, se animais além do homem podem sonhar, então os sonhos não podem ser “enviados por deuses”. Por outro lado, sugere que sonhos divinatórios de fato ocorrem mostrando que não tinha, aparentemente, uma única mentalidade sobre o tema .
Os gregos influenciaram o pensamento investigativo como um todo, e a medicina se beneficiou com isso. Hipócrates médico grego acreditava que os sonhos continham símbolos que representam a condição física do sonhador, de modo que os sonhos podem ser utilizados para diagnosticar a doença.  Hoje os neurologistas dizem que os sonhos estão ligados aos pensamentos inconsciente do sono, isso que dizer que nossos sonhos se baseiam em algum acontecimento marcante que ocorreu durante o dia, e esse acontecimento gerou vontade e por isso houve o sonho.
Dentro dessa linha de raciocínio o neurologista Sigmund Freud, renomado estudioso da psiquê humana, revolucionou o campo da psicologia quando fundou o método da psicanálise. Tendo o inconsciente e seus impulsos como chave central de suas teorias se aprofundou também no mundo dos sonhos. Para Freud, a interpretação dos sonhos é a via régia que leva ao conhecimento do inconsciente na vida psíquica. O sonho era a forma como a psique comunicava os desejos e fantasias reprimidos no inconsciente ao individuo.
Para o também médico e Carl Gustav Jung, psicoterapeuta suíço, o sonho também está atrelado ao inconsciente trazendo a tona mensagens emblemáticas e simbólicas derivadas tanto de experiências coletivas e ancestrais bem como acontecimentos de ordem ambiental, somática e visionária do individuo. A função do sonho para Jung era o de restabelecimento do equilíbrio psicológico. O consciente desenvolve uma atitude extrema, o inconsciente vai desenvolver a contrapartida e colocá-la em ação nos sonhos.

Para além da leitura racional, a Astrologia, uma semiótica primitiva, encara os sonhos como ligações diretas ou indiretas com as nossas recordações de vidas passadas ou podem está relacionados com previsões que futuramente têm chances de acontecer. A linguagem dos astros afirma ainda, que para ter equilíbrio em todos os campos da vida, o estudo dos sonhos deve ser tarefa de cada indivíduo, uma constante pesquisa sobre si mesmo, sobre os sonhos e seus símbolos. O autoconhecimento do significado e do significante.
Signos úmidos como Câncer, Escorpião e Peixes e seus respectivos planetas Lua, Plutão e Netuno tendem a acentuar os processos oníricos.

E o que dizer dos poetas e compositores? Esses sim conseguem dialogar com o onírico de forma visceral assim como os sonhos os são de fato.

Os sonhos na verdade são um forte catalizador dos humores humanos motivando e inspirando a quem possa interessar.

(eu)